São José do Egito/PE e suas paisagens

Por Edmundo Monte

Sábado, 06 de maio de 2017. Manhã e início de tarde com sol encoberto por nuvens, temperatura amena e chuvas intermitentes em algumas áreas no Sertão do Pajeú.

Essa foi a “deixa” para pegarmos a estrada em direção a São José do Egito/PE, na divisa com o Estado da Paraíba.

O escritor Luiz Cristóvão dos Santos, em Caminhos do Pajeú, afirmou que “a famosa Serra do Teixeira […] é a mãe do Pajeú. Das suas abas e boqueirões descem os riachos humildes que são as nascentes do lendário rio Sertanejo.”

Sobre o município de São José do Egito, o autor descreveu sua localização geográfica: “Pernambuco tem ao norte o seu ponto extremo, na ponta de terra que penetra o Estado da Parahyba. Ali é o município de São José do Egito. E naquele pedaço de sertão brabo a serra airosa é o divisor das águas, o limite natural entre os dois Estados.”

Apesar da rápida visita, não nos limitamos em conhecer e fotografar apenas paisagens e lugares no centro da cidade. Foi na base da curiosidade, dos olhares para o relevo e a vegetação ao nosso redor, além de algumas conversas com egipcienses, que chegamos até o lugar chamado de “Monte”, na zona rural do município.

A religiosidade local – presente no próprio nome do município – é algo peculiar e, de alguma maneira, aproxima as zonas urbana e rural. Não realizei pesquisas sobre a região, mas foi essa a impressão que tive durante a visita e os breves diálogos com os/as moradores/as em São José do Egito.


BR-110, na chegada ao município de São José do Egito/PE:


Igreja Matriz de São José:


Casario no entorno da Igreja:


Rua Governador Walfredo Siqueira, no centro da cidade:


Zona rural do município, nas proximidades do Monte.

Ao fundo, algumas nuvens e chuvas em pontos isolados: 


Estrada de acesso ao Monte, na zona rural de São José do Egito:


Chegada ao sopé do Monte e subida das escadarias:


No topo, a Capelinha do Monte:

 

 


A partir do Monte, observamos a cidade:


Meu filho, Antônio, sob os raios do sol:


Parte da cidade é agraciada com uma chuva fina:


Bibliografia consultada:

SANTOS, L. C. dos. Caminhos do Pajeú. Recife: Editora Nordeste, 1954.

Textos para download:

Histórico do Município (IBGE).

Artigo – Fluxos e atração econômica na feira de São José do Egito/PE (COSTA; SOARES, 2013)

 

Este artigo contêm 5 Comentários

  1. Bela reportagem fotográfica e citações esclarecedoras.
    A última, poética, ” ouvi a memória da pedra num silêncio ensurdecedor.”

  2. Somos cheios de riquezas, o problema é que não a buscamos, esperamos como sempre que venha até nós… mas, quando saímos em busca dela nos surpreendemos, pois a beleza nos enche os olhos e enriquece o conhecimento… e ver paisagens assim tão próximas a mim é o que me faz lembrar o porquê do amor que sinto por história.

Agradecemos sua visita. Fique à vontade para comentar: