Documentário “O Rap do Pequeno Príncipe contra as almas sebosas” (2000)

Por Edmundo Monte

Não entendo patavinas sobre produção cinematográfica, tampouco acompanho as discussões dos/as críticos/as de cinema.

Gostava mesmo era de assistir “Homem Aranha” (no finado Cine Duarte Coelho – Olinda), “Loucademia de Polícia I, II, III, IV…” (no extinto Cinema Moderno – Recife), a saga de “Indiana Jones” (Cine São Luiz – Recife), “Karatê Kid” (Cine Grande Hotel – Caruaru), além das clássicas seções lapada na cara, chute nuzôvo e meio mundo de mentiras, gritos e caretas, imortalizados pelo mestre “Bruce Lee” e nas séries “Shaolin”. Ritualmente, eu só assistia os filmes de Kung Fu no Cine Irmãos Maciel, que deu lugar a uma igreja, em Caruaru.

Apesar do cheiro de mofo e das muriçocas sangue-suga, a atmosfera proporcionada pela galera que frequentava o “Maciel” era coisa de cinema! A maior concentração de clones de Bruce Lee e Shaolin do planeta.

Atualmente, nas raríssimas vezes que acompanho a família em uma dessas modernas salas de cinema, basta o filme iniciar para meus olhos coçarem. Na sequência vem os bocejos. Pronto! Pode marcar no relógio: em quinze minutos eu já tô roncando. E só levanto da cadeira com o solavanco e o grito do meu filho:

– Pai, acorda! Toda vez é isso, dorme do início ao fim da sessão. 

Apesar dos pesares, quando o assunto são os documentários, dificilmente eu caio no sono. Curto pra caramba!

Vasculho a internet, os canais de TV aberta ou a cabo, pergunto aos amigos sobre as novidades etc.

Aqui mesmo no blog, vez ou outra eu compartilho algum DOC.

A sugestão de hoje, eu conferi pela primeira vez no Cine-Teatro Apolo, localizado no Recife Antigo (ou Bairro do Recife).

“O RAP DO PEQUENO PRÍNCIPE CONTRA AS ALMAS SEBOSAS”

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SINOPSE E FICHA TÉCNICA:

Dois personagens reais, Garnizé e Helinho formam o eixo do documentário. Garnizé, músico, 26 anos, componente da banda de rap “Faces dos Subúrbio”, militante político e líder comunitário em Camaragibe, em Pernambuco, usa a cultura para enfrentar a difícil sobrevivência na periferia. Helinho, justiceiro, 21 anos, conhecido na comunidade como “O Pequeno Príncipe”, é acusado de matar 65 bandidos no município  e em alguns bairros do subúrbio de Recife.

Dois jovens moradores de uma mesma periferia. Para a sobrevivência de cada um, armas diferentes: o revólver e o instrumento musical; a bala e o batuque; o acerto de contas rápido, mortal em vez da conscientização através da palavra.

Os dois são os opostos e ao mesmo tempo iguais na condição de filhos de uma guerra social silenciosa que é travada diariamente nas grandes cidades brasileiras.

O filme é um registro histórico da juventude e da cultura urbana da capital do estado de Pernambuco. Para contextualizar esses dois personagens centrais, muitos outros elementos do cotidiano de Recife compõem este documentário: o futebol aos domingos, o dominó, o baile funk, a praia, o chope com os amigos, as festas religiosas e as diferentes “tribos”.

Dirigido por Paulo Caldas e Marcelo Luna, o documentário ganhou diversos prêmios em festivais nacionais. Inédito. 90 min.
Ano: 2000. Gênero: documentário. Direção: Paulo Caldas e Marcelo Luna.

Classificação Indicativa: 14 anos

Fonte: TV Brasil

PREPARA A PIPOCA E APERTA O PLAY. BOA SESSÃO!

 

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