O bode, o sertão e a cachaça

Por Edmundo Monte

Buchada de bode e uma branquinha “marvada”, pense numa mistura boa e que faz a conversa render.

Para quem deseja viajar na mistura e lamber os beiços até umas horas, as cidades do interior são o Santo Graal.

No Agreste pernambucano, em plena Serra do Ororubá (Pesqueira/PE), o Bar do Papa é o canal! Só delícias da culinária nordestina.

Mas se você é daqueles que gosta de experimentar diferentes temperos no preparo da buchada de bode, dê uma chegadinha na Feira de Caruaru em uma tarde de sábado. Depois você me diz o resultado, ok?

Buchada de bode na Feira de Caruaru (Foto: Adrina Ávila)
Buchada de bode na Feira de Caruaru (Foto: Adriana Ávila)

O povo no Nordeste gosta tanto de uma branquinha que, entre ressacas e devaneios, o sujeito conversa até com rocha e pé de jurema.

Talvez numa dessas, o dono de um restaurante localizado próximo da divisa entre o Rio Grande do Norte e o Ceará se tornou o melhor amigo de um bode.

Vivenciamos isso em meados de 2006, durante uma viagem de van no trajeto Recife-Fortaleza.

Era hora do almoço e, ao pararmos no estabelecimento para forrar o estômago, uma turma local fez questão de apresentar o animal celebridade.

Na verdade, o bode boêmio. Louco por cachaça.

Pela primeira – e até agora – única vez em nossas vidas, tomamos, literalmente, uma cachacinha COM o bode.

Olha que figura:

Este artigo contêm 3 Comentários

  1. Sou sertaneja, do sertão da PB, já ouvi muitas estórias de bichos alcoólatras, inclusive, os bicho homens e mulheres, mas, também o timbu, a raposa… Mas bode! Tem que ser coisa de um especialista no assunto das andanças por esse mundão de Deuses e Diabos, andanças essas, regadas por diversas branquinhas que passarinho não bebe!…
    glut… glut…

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